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  • Começou a pré-venda do meu Baralho Cigano ilustrado!

    Depois de uma campanha linda no Catarse, os materiais já estão em fase de pré-produção na gráfica: provas de cor sendo analisadas, protótipo sendo montado, tudo preparado com muito cuidado pra garantir a melhor qualidade possível. Nas próximas semanas, a tiragem completa vai começar a ser rodada — e os primeiros a receber, claro, serão os apoiadores que tornaram esse projeto real. Graças a esse apoio, pude imprimir uma tiragem extra além dos decks comprados no financiamento. E é por isso que estou abrindo agora a pré-venda oficial para quem quiser garantir o seu baralho com desconto exclusivo até o dia 15 de julho. Assim que eu receber os materiais da gráfica, os envios começam imediatamente para todos que compraram na pré-venda. E depois disso, com o lançamento oficial, os valores vão subir — então esse é o melhor momento pra garantir o seu. O Lenormand Lunar  é um baralho cigano com 36 cartas  tradicionais do sistema Lenormand, mais 10 artes alternativas  que te permitem customizar o deck conforme a sua intuição. As cartas têm 7 x 12 cm, impressão de alta qualidade, acabamento profissional e material super resistente — feito pra durar e ser usado com frequência, em rituais ou leituras diárias. O diferencial desse deck está também na camada simbólica: várias cartas trazem representações diferentes das fases da lua , o que aprofunda as interpretações e aproxima o oráculo do tempo orgânico da natureza e do nosso corpo. E a carta 36, tradicionalmente A Cruz , foi reinventada: agora você pode escolher entre O Altar (via da devoção, mão direita) ou O Tridente (via da vontade, mão esquerda), trazendo uma visão mais expandida e pessoal sobre dogmas, espiritualidade e magia. E não para por aí — o livro Guia de Leitura do Lenormand Lunar também cresceu junto com o projeto. O que seria um livrinho de 28 páginas se transformou numa obra de 188 páginas , fruto de meses de pesquisa e escrita dedicada. O conteúdo está completíssimo! A pré-venda já começou. Vai até o dia 15 de julho , com valor promocional. Clique aqui para conhecer o baralho. Clque aqui para acessar a loja.

  • Devo impor limite de alterações?

    O tatuador que se apresenta como artista autoral, se propõe a criar artes originais e exclusivas para seus clientes. Cada projeto é uma nova criação e exige um processo de condução do atendimento para que se evite certos problemas. Com o tempo você vai conhecendo as principais armadilhas, ficando mais atendo e fluente nessa condução. Mas entender a ideia, o conceito do cliente e combinar que elementos vão estar representados na arte é só o primeiro passo. É preciso alinhar uma série de expectativas de ambos os lados para reduzir a chance de surpresas indesejadas, como por exemplo o cliente não gostar nem um pouco da arte que você apresentar pra ele. O cliente precisa estar ciente e de acordo com a abordagem estética que você pretende seguir. A melhor forma pra isso é apresentar referências que sigam uma linguagem parecida. Pode ser de outros trabalhos seus no mesmo estilo ou trabalhos de outros tatuadores que tenham uma abordagem próxima à que você pretende fazer. Dar a devida atenção à essa parte preliminar do processo já é meio caminho andado pra evitar surpresas e muitos pedidos de alteração. Outra coisa que ajuda muito é criar vários "checkpoints" de aprovação. Ou seja, não deixar pra apresentar apenas a arte finalizada. Você pode por exemplo apresentar o esboço de lápis pro cliente aprovar a composição dos elementos no espaço, o traço dos personagens ou objetos etc. Se ele pedir pra alterar por exemplo algum detalhe de composição vai ser muito menos traumático de fazer, do que se a arte já estivesse pronta. Depois você pode também apresentar o concept art com um estudo rápido do uso das sombras e do uso das cores. O cliente aqui ja vai ter uma ideia melhor de como a arte final vai ficar e pode ser que não goste do uso de alguma cor por exemplo. Pelo menos você ainda não terá gastado tempo e energia fazendo um acabamento perfeito. Isso faz também com que ele ja saiba o que esperar da versão final, que não fique às cegas, não seja uma surpresa. Agora, é preciso ter em mente duas coisas: 1. Alteração faz parte. E dependendo do perfil - e da índole - do cliente, isso pode ser uma dor de cabeça. Alguns clientes dão mais valor ao estilo autoral e ao conhecimento técnico do artista, outros são mais controladores e acham que sabem mais do que você como vai ficar bom. Mas em geral, na grande maioria das vezes, quando você faz um bom trabalho de condução, tem poucas surpresar. Quando rola um pedido de alteração, é um detalhe pequeno. Uma escolha de cor, por questão de gosto pessoal, um acabamento etc. 2. O cliente precisa estar confortável. Se você restringe o número de alterações, o primeiro efeito que isso gera é uma insegurança: "se eu não gostar e já tiver esgotado o limite de alterações eu vou ter que tatuar como tá?" E você não quer isso porque pode ser uma barreira enorme na hora de fechar com você. Ou pior: pode gerar uma desistência DEPOIS que você já teve o trabalho de fazer a arte, ao se frustrar caso tenha "esgotado" o número de alterações e ainda não esteja curtindo. Eu faço o contrário: Eu deixo o cliente tranquilo com a ideia de que ele só vai tatuar quando chegarmos numa arte que ele esteja 100% confortável em tatuar. Digo que vou apresentar a arte com antecedência para ele aprovar e que se não curtir algum detalhe, podemos alterar até ficar no gosto dele. Na grande maioria das vezes, é aprovado de primeira por causa da condução que eu expliquei lá no inicio. Porque se ele não curtiu algo eu ja identifiquei no rascunho ou no concept e ja solucionei. Algumas vezes, preciso mudar um detalhe ou outro que ele não havia conseguido visualizar na aprovação do concept, ou que não curtiu na arte final. Raramente acontece do cliente não gostar da arte como um todo. Quando acontece geralmente foi minha culpa, por ter dado pouca atenção no atendimento inicial. Quando acontece, eu me proponho a criar uma arte nova do zero com uma nova abordagem. Converso bem pra entender qual foi o ruido na comunicação e na expectativa e garantir que não aconteça de novo. Aqui é importante também reforçar o que você NÃO está disposto a fazer ou o que NÃO tem a ver com o seu trabalho. E ai, o normal é que não passe da segunda tentativa. Porque na primeira você já ligou o "alerta" na cabeça e teve uma boa conversa, cheia de referências trocadas, afim de fazer a segunda totalmente seguro que vai estar de acordo com o que o seu cliente espera, e do que ele também saiba o que esperar de você. Até hoje eu consigo contar nas mãos os poucos casos em que eu precisei refazer a arte o zero mais de 1x. Agora, se você tiver todos esses cuidados e mesmo assim entrar naquele looping de pedir infintas alteraçõezinhas ou mesmo de pedir pra refazer varias vezes e não ficar satisfeito, normalmente é sinal de problema. Nesses casos você deve ponderar se vale a pena fazer mesmo o trabalho. Lembre-se de que você não é obrigado a se sujeitar a tudo que o cliente pede e tem total liberdade pra falar numa boa com ele: "Talvez eu não seja o artista certo pra fazer o tipo de arte que você quer, espero que não se chateie". Já aconteceu algumas vezes de eu propor, de forma educada, que a gente desista do projeto porque não está rolando. Quando é assim, claro que eu devolvo o sinal e peço desculpas por não ser capaz de atender ele. A verdade é que isso serve de filtro. Tem dores de cabeça que não valem a pena.

  • Para que serve a ficha de Anamnese?

    Anamnese é uma entrevista realizada pelo profissional de saúde, no caso pelo esteticista ou tatuador com seu cliente, com a intenção de ser um ponto inicial no procedimento desejado. No caso da estética e medicina, o objetivo é produzir um um quadro geral do cliente com foco nas questões relevantes pra esse procedimento. Na tattoo, o propósito da ficha é identificar previamente possíveis condições do cliente que podem vir a comprometer o procedimento ou colocar o mesmo em risco. Por exemplo: tatuar uma pessoa hemofilica grave. Sem os preparos necessários, poderia ocorrer um sangramento grande. Normalmente os clientes ja preenchem uma ficha de cadastro , correto ? Com informações como nome, idade, telefone, documento, incluindo um termo de responsabilidade que ele ssina estando ciente de uma série de ressalvas que protegem o tatuador e o estúdio legalmente. Mas isso pode ser melhorado com a ficha de Anamnese, coletando dados sobre condições preexistentes de saúde que possam trazer transtornos, como alérgias. Posteriormente você irá arquivar esta ficha à titulo de prontuário. Lembrando que seus clientes devem preencher uma para cada procedimento, mesmo que seja uma pessoa que tatua com você frequentemente. Caso haja alguma vistoria da Vigilância Sanitária, ou mesmo caso o cliente tenha alguma reação por causa de uma condição que ele não declarou na ficha, você estará protegido. Por fim vou deixar nesse post dois exemplos de modelos de ficha. Exemplo 1: Exemplo 2: Lembrando que são só referências, caso queira adicionar alguma outra pergunta e/ou alterar os aviso que achar relevante, fique a vontade! PARA QUE SERVE A FICHA DE ANAMNESE? https://youtu.be/cf8cMGOWSHM TERMO DE RESPONSABILIDADE E FOLHA DE CUIDADOS https://youtu.be/qm8Qfkcdiio Esse post foi útil? Deixe um comentário e compartilhe nas suas redes!

  • Como criar a ilusão do branco na tatuagem?

    Bom, a gente sabe que a tinta de tatuagem fica depositada em baixo da primeira camada da pele. Isso significa que as tintas ficam POR BAIXO da camada de melanina. Essa camada de melanina tem uma certa translucidez. Ela mostra a cor que está em baixo, mas soma com o tom da pele da pessoa. E é por isso que cores mais claras que o tom da pele do cliente não costumam ficar visíveis. Eu vou fazer um conteúdo no futuro falando só sobre essa questão técnica de aplicação de cores em diferentes tons de pele. Mas era importante explicar o básico desse conceito pra falar sobre o branco. O branco é a cor mais clara que você vai encontrar. Inclusive mais clara que o tom de pele de qualquer pessoa. E é por isso que de modo geral, não da pra pintarmos uma área de branco de magnum, como qualquer outra cor. Claro, existem exceções. Peles muito, muito claras, se você aplicar numa pequena área com a magnum, sabendo o que está fazendo. Veja com o centro da chama (esquerd) galáxia (direita) tiverm aplicação de branco, mas o que garante o bom resultado é a proximidade direta com as áreas escuras. Aplicação de branco com magnum no centro da chama e contorno de bucha, por Raom Tattoo. Aplicação de branco com magnum no centro da galáxia e contorno do cogumelo de bucha, por Raom Tattoo. Essa aplicação mais sólida com magnum é usada em alguns casos ao fazer um rosto em realismo colorido ( Full Color ) por exemplo, junto com uma variedade de tons de pele pra fazer um brilho localizado: Aplicação de branco na pele e no capuz, por Oleg Shepelenko. Aplicação de branco na pele e no capuz, por Oleg Shepelenko. Mas não é a regra, e não é algo que você deve tentar até ter muita experiência. Se bem utilizada, garnte uma iluminação bem dramática. Perceba abaixo como a luz estourada do rosto vem das laterais (luz de contorno) e está diretamente em contato com o preto que faz uma sombr forte proveniente da luz principal (luz frontal). Pele com luz estourada por conraste e aplicação sólida de branco, por Oleg Shepelenko. De modo geral você precisa saber que não deve aplicar o branco de Magnum, numa área ampla de forma leviana. Pode até parecer bom na hora, mas ao cicatrizar tende a sumir parcialmente e ficar desbotado ou manchado, ou as vezes amarelar com o tempo. Ação do tempo faz perder as informações das áreas claras do rosto. Tattoo por Steve Foster A tinta branca tem uma composição diferente das outras, você deve ter percebido. Acontece que para tentar "driblar" essa dificuldade técnica, as marcas já fazem elas um pouco mais espessas, concentradas. Assim o uso mais correto do branco seria pra aplicação de brilhos localizados. Pequenos pontos e linhas aplicados com uma Liner Bold ou com uma Bucha. Isso porque essas agulhas pigmentam de uma forma mais concentrada do que a Magnum, que espalha. Por isso, garantem que a aplicação localizada fique mais sólida. Detalhes em branco aplicado com bucha: íris dos olhos e pontos de brilho. Além disso, é preciso saber que na tatuagem os tons mais claros tendem a desbotrar mais muito mais com o tempo e com a ação do sol do que os tons escuros. Ou seja: se de modo geral os pigmentos claros são os mais prejudicados sempre, não seria diferente com o branco. Pele com branco recente (esquerda) vs cicatrizado (direita), por Steve Butcher. Agora, tendo explicado essas questões técnicas, a gente entra no tema central do texto: Como criar a ilusão do branco? Temos dois casos aqui pra considerar. O primeiro é a aplicação pontual que eu expliquei, com liner ou bucha. Nesse caso você precisa ter atenção na hora de criar o seu projeto pra posicionar estrategicamente esses pontos de acento de luzes de forma a promover maior contraste. Realces e pontos de branco com liner, por Raom Tattoo. Se você colocar um ponto de luz no meio de uma área clara, vai ter pouco contraste do branco com o que está em volta. Então, pra enaltecer o brilho, você precisa ter atenção na hora de criar a arte. Precisa posicionar esses pontos e linhas bem próximos de áreas escuras do desenho. Brilhos em alto contraste com aplicação de branco, Oleg Shepelenko. Claro, isso precisa fazer sentido dentro do mapa de luzes e sombras. Mas com um pouco de estudo e experiência, se torna intuitivo. O segundo caso é quando você tem uma área muito grande que precisa ser branca no desenho. Por exemplo uma peça de roupa branca, um cabelo branco. Um pedaço de osso, etc. Nesses casso, como eu falei, não da pra pintar tudo de branco. O resultado ficaria péssimo. Aqui, o mais indicado é deixar o tom de pele do cliente que vai ser o tom mais claro que você vai conseguir garantir. O rosto da androide com a pele do cliente aparente parece branco em contraste com as cores. Pele aparente fazendo efeito de luz estourada na caveira por contraste, por Raom Tattoo. Mesmo que o cliente não seja de pele muito clara, você poderá criar uma ilusão de ótica se usar o contraste a seu favor. Pra que essa área de pele pareça mais clara em relação ao resto do desenho, você precisa que ela esteja próxima de áreas bem escuras. Nuvens e tattoos do pescoço com pele aparente em contraste com azul escuro, por Raom Tattoo. Pele aparente fazendo efeito de luz estourada na estátua por contraste, por Raom Tattoo. Esse recurso é muito útil para criar efeitos de brilho e luz intensa, a famosa "luz estourada" que faz com que se perca informções de volume, gerando uma área clra uniforme que recorta parte do objeto. Juntando tudo que aprendemos A verdade é que não há regra, você precisará avaliar caso a caso. Muitas vezes em um mesmo trabalho você fará diferentes aplicações entre realces pontuais com liner ou bucha e deixar áreas de pele aparente. Note no exemplo abaixo que no corpo do cervo, não há aplicação de branco, mas a pele aparente já garante esse efeito em contraste com o fundo escuro e os tons de azul enqunto no triângulo, houve aplicção com bucha. Acentos com bucha. Magnum na pele. Cabelo parece branco com pele aparente, por Raom Tattoo. Acentos com bucha. Magnum na pele. Cabelo parece branco com pele aparente, por Raom Tattoo. Essa relação de contraste vai ajudar a recortar a área branca e destacá-la. Se for bem utilizado, no contexto geral da arte, você vai criar uma ilusão de que ali é branco. Perceba no exemplo abaixo como percebemos que a camisa é branca, mas existem várias nuances de tons de cinza na sua sombra que ocupam a maior parte do seu preenchemento. Os brancos intensificam o contraste nas áreas de luz. Aplicção de branco na pintura do rosto e da camisa, por Oleg Shepelenko. Nossos olhos não interpretam os tons isoladamente, e sim em conjunto, relativo aos tons que estão próximos. COMO CRIAR A ILUSÃO DO BRANCO? https://youtu.be/of1BZ1FdrdE Esse post foi útil? Deixe um comentário e compartilhe nas suas redes!

  • Como o Art Nouveau influenciou o estilo Neo Tradicional de Tattoo

    Em meados de 2008 nasce na Europa o Neo Traditional. Estilo que mistura temas da tatuagem tradicional ocidental ( Old School ) com técnicas de pintura New School. www.instagram.com/tishtattoo Esta vertente trabalha com temas típicos do Old , especialmente focando em figura humana, animais e plantas. Porém, conta com as técnicas de pintura New , que incluem cores ilimitadas, sombreados leves, traços coloridos, volume, profundidade – o que garante um acabamento mais rebuscado que o estilo Old School . Mas eu vejo muito sendo dito sobre essas características técnicas do Neo Trad e pouco sobre como esses artistas que começaram o movimento lá em 2008 se inspiraram na estética do Art Nouveau para criar suas obras. A seguir vou apresentar o básico do Art Nouveau, mas o meu verdadeiro objetivo com isso é fazer uma análise mais detalhada sobre as similaridades temáticas e estéticas entre os dois estilos no final do texto. O movimento Art Nouveau Combinando influências que derivam da Arte Japonesa , do Barroco , do Rococó e até mesmo do Gótico , o estilo A rt Nouveau abrangeu uma ampla gama de artes para se expressar, da criação de objetos decorativos e de móveis, anúncios, tecidos, joias, à literatura, design e arquitetura. Alfons Mucha Art Nouveau é o nome de um movimento artístico iniciado na Europa durante o século XIX. Seu ápice durou até meados da década de 20. O Art Nouveau ou Arte Nova foi um movimento artístico que surgiu no final do século XIX na Bélgica, fora do contexto em que normalmente surgem as vanguardas artísticas. Vigorou entre 1880 e 1920, aproximadamente. Existia na sociedade em geral o desejo de buscar um estilo que refletisse e acompanhasse as inovações da sociedade industrial. A segunda metade do século XIX marcou uma mudança estética nas artes, a inspiração na antiguidade vigorava desde o século XV, e as fórmulas baseadas no Renascimento começam a dissipar-se dando lugar a Arte Nova. Alfons Mucha, foi símbolo da Art Noveau em Praga, Republica Checa. O pintor Gustav Klimt interpretou de maneira própria a Art Nouveau em seus quadros. O Art Nouveau foi inspirado principalmente por formas e estruturas naturais e era facilmente reconhecível pelas linhas graciosas, exageradas e espiraladas, traços alongados formando arabescos e entrelaçamentos de folhagens e flores e graças a isso ficou conhecido também como “estilo floral”. O movimento, chamado em português de Arte Nova, diversificou-se muito e abrangeu diferentes áreas de expressão artística, tais como: artes plásticas, arquitetura e design. Casal Tassel, projetada por Victor Horta. Maurice Bouval A sociedade aceitou novos objetos, móveis, anúncios, tecidos, roupas, joias e acessórios criados a partir de outras fontes: curvas assimétricas, formas botânicas, angulares, além dos motivos florais. Também teve bastante expressão nas artes decorativas, como no design de mobiliário e na produção de vitrais. Jóias Art Nouveau Telm Fernández i Janot Influencia da arte japonesa A influência da arte japonesa se deu primeiro no impressionismo como um reflexo do fim do isolamento cultural a partir da Revolução Meiji em 1854, A frescura, vitalidade e qualidade abstratas das pinturas Ukiyo-e cativaram os impressionistas americanos aquando da exibição das pinturas japonesas em Paris, Londres e Filadélfia, na segunda metade do século XIX, estendendo-se e intensificando no Art Nouveau. As abordagens nipônicas do design de interiores, da decoração e das artes aplicadas moldaram as atitudes dos artistas artesãos europeus em seus trabalhos. Gustav Klimt Pintores europeus e designers gráficos foram similarmente influenciados por estampas japonesas, adotando a luminosidade de suas cores vivas que pulsavam o ritmo das suas linhas e pontos, o aumento da expressividade de seu traço simplificado e as suas áreas decorativas de justaposição de imagens sobre o plano. A temática da vida cortesã, imbuída de sensualidade, expressividade e erotismo, também é um elemento inspirado na produção artística japonesa. A produção de Gustav Klimt também revela vários traços nipônicos, como por exemplo o uso de padrões “têxteis”, o contraste das figuras com o espaço vazio, em geral em tons claros, a expressividade, a sensualidade, a retratação de figuras femininas, a fluidez, a simplificação bidimensional, as deformações, a delicadeza e o uso de cores sóbrias e lisas e também de curvas sinuosas. Gustav Klimt Como o Art Nouveau influenciou o Neo Tradicional 1. Forte presença da figura feminina. A imagem da mulher foi muito recorrente na produção artística do movimento e é amplamente utilizado na tattoo. Alfons Mucha www.instagram.com/lord_lips 2. Presença marcante de elementos orgânicos, como flores, plantas e folhagens. Muito úteis para criar composições com movimento e levesa. Alfons Mucha www.instagram.com/tishtattoo As flores mais comuns de encontrar nas artes são rosas, lírios, peônias e crisântemos. www.instagram.com/danielsbauti www.instagram.com/tishtattoo 3. Variedade espessura das linhas de contorno. Destacam a silhueta, mas garantem delicadeza nos detalhes. Geram hierarquia visual, contraste e elegância às obras. Alfons Mucha www.instagram.com/marialavia.tattoo 4. Utilização de arabescos. Grafismos abstratos com formas orgânicas que ornamentam ou emolduram composição. Georges Guyon www.instagram.com/charlytattoo/ Sendo um estilo predominantemente ornamental, todos os objetos e mobiliários adquiriam essa característica, que acompanham e ornam a figura. www.instagram.com/danielsbauti/ As formas mais frequentes de hastes rementem à flores, bulbos, videiras, asas de insetos, e outras formas naturais, como algas e folhagens. Elisabeth Sonrel www.instagram.com/danielsbauti/ Essas formas abstratas são impregnadas com uma força rítmica, como o movimento de um chicote no ar, parecem se mover sozinhas. Guimard www.instagram.com/danielsbauti/ 5. Influência de técnicas usadas na arte japonesa. Exuberância de estamparia com florais, silhuetas dos corpos com pouca ou nenhuma sombra, cores e estéticas orientais. www.instagram.com/hannahflowers_tattoos Ukiyo-e de Utagawa Toyokuni Uma característica muito comum dessa influência oriental é o contraste do fundo preto com os motivos florais na estamparia, muito utilizado nos trajes japoneses. www.instagram.com/hannahflowers_tattoos 6. Influência das características do Barroco e do Gótico. É bem comum artistas de Neo Trad apesar de terem à sua disposição toda a gama de cores e efeitos que a técnica do New School trouxe, optarem por uma abordagem mais sóbrea, abusando muitas vezes do preto com uma paleta de cores reduzida. Alfons Mucha www.instagram.com/danielsbauti 6. Influência das características do Rococó nos ornamentos. É muito comum encontrarmos outros tipos de ornamentos no Neo Trad que remontam às referências do próprio Art Nouveau no estilo Rococó. 7. Referência à natureza com formas arredondadas. O entrelaçado das formas organicas e sugere o mover da natureza: árvores, vento, nuvens, água corrente etc. Imprimem movimento e fluidez. www.instagram.com/charlytattoo/ 8. O sentido ascendente (verticalizado) das artes e objetos. Essa é menos óbvia para aqueles que não estão atentos. Mas os artistas Art Nouveau trabalhavam muito com painéis ascendentes, uma vez que esse estilo foi amplamente usado na decoração e na publucidade, através da criação de grandes painéis. Alfons Mucha Ja na tattoo, há uma necessidade constante de criar composições verticalizadas para encaixar de forma harmônica no formato da anatomia do corpo, que também seque esse sentido (braços, perna ou mesmo costas). www.instagram.com/hannahflowers_tattoos 9. O fato de serem artes mais populares e decorativas. Outra aspecto relacionado com essa questão, é a própria característica de ser uma forma de arte mais "comercial" e "acessível" e "decorativa" que o Art Nouveau trouxe e que também pode ser observada na relação da tatuagem com seu público hoje em dia. www.instagram.com/hannahflowers_tattoos www.instagram.com/tishtattoo Para concluir O Neo Tradicional é um estilo muito poderoso de tattoo, embuido em uma mística que flerta com a natureza e o oculto constantemente. Quando paramos para ler as entrelinhas dos trabalhos dos grandes artistas de sua geração, passamos a perceber a intensão por trás de cada camada decisão tomada nas obras que garantiam esse equilíbrio entre leveza e exuberância. www.instagram.com/lord_lips Essa percepção trará mais domínio e maturidade para nossa própria criação também eqnuanto artistas contemporâneos que somos. Com isso, espero ter contribuido para expandir sua percepção de todas as nuances e cadeias de influências que relacionam esse estilo. EXTRAS Alguns artistas que se destacaram no período foram: Antoni Gaudí (1852-1926) Gustav Klimt (1862-1918) Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) Pierre Bonnard (1867- 1947) Alfons Maria Mucha (1860-1939) Emile Gallé (1846-1904) Jan Toorop (1858-1928) Emilie Flöge (1874-1952) Joseph Olbrich (1867-1908) Ferdinand Hodler (1853-1918) Victor Horta (1861-1947) August Endell (1871-1925) Hector Guimard (1867-1942) Henry van de Velde (1863-1957) Dependendo do local, o termo " Art Nouveau " recebeu outros nomes: " Jugendstil " (estilo da juventude) na Alemanha; " Stile Liberty " ou " Arte Nuova " na Itália; " Secessão " na Áustria e na Hungria; Style Glasgow " no Reino Unido; " Style Tiffany " nos Estados Unidos, " Le Style Moderne " na França; " Modernista " na Espanha. FONTES https://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-seculo-20/art-noveau https://www.todamateria.com.br/art-nouveau COMO O ART NOUVEAU INFLUENCIOU O NEO TRADICIONAL https://youtu.be/nDSLMWjPA4A Esse post foi útil? 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  • Um método para ter ideias criativas

    Imagine a seguinte situação: você, tatuador(a) resolve desenhar uma série de flashes para um Flash Day . Na hora de desenhar, você senta na cadeira e olha para o papel em branco. Faz alguns rabiscos, mas nada te agrada. Familiar? Se você trabalha com criação em qualquer área: ilustração, tatuagem, publicidade, design, moda, música... Certamente já passou por aquele momento em que sua cabeça parece uma tela em branco. Nessa hora um brainstorming pode ajudar. Brainstorming , ou tempestade de ideias, é uma reunião em grupo para debate sobre soluções a um problema. Trata-se de uma busca por abordagens inovadoras. Por essa definição, você pode ver claramente que o brainstorming tem um foco bem objetivo: “pensar fora da caixa”. A técnica foi proposta pelo norte-americano Alex Faickney Osborn na década de 40, a partir do entendimento de que soluções coletivas trariam resultados melhores e mais criativos devido ao cruzamento diferentes mentalidades, visões de mundo e bagagens individuais de cada participante. Você pode fazer sozinho, mas o potencial em grupo é maior porque você cruza perspectivas de diferentes pessoas e, por isso, soluções que talvez não fossem pensadas por uma só pessoa aparecem. No exemplo que citei lá no início: se você vai participar de um Flash Day em conjunto com outros tatuadores no seu estúdio, pode juntar todo mundo pra fazer um brainstorm de ideias inusitadas, temas interessantes para as folhas de desenho, garantindo assim uma apresentação bem mais rebuscada par ao público. Regras importantes De acordo com o modelo de Osborn, o brainstorming deve ter as seguintes características: 1. Sem críticas É essencial que a reunião de brainstorming tenha um ambiente favorável à livre exposição das ideias. Após cada ideia sugerida, o procedimento ideal é anotá-la e partir para a próxima. Sem julgamentos, críticas ou levantamento de barreiras à aplicação prática do que foi sugerido. 2. Buscar volume de ideias Quantidade é mais importante do que qualidade em uma reunião de brainstorming. Isso porque não é o momento de julgar as ideias, apenas de garantir um alto volume delas. 3. Combinar ideias similares Para chegar a uma grande quantidade de ideias, não adianta sugerir pequenas variações de uma ideia central. Quando isso acontece, é necessário agrupar por similaridade e continuar buscando novas (e diferentes) ideias. Como fazer? A dinâmica da reunião de brainstorming pode ser resumida da seguinte forma: Explicação do problema ou objetivo; Anotação das ideias por parte de cada participante; Apresentação das ideias para o grupo; Agrupamento das ideias; Encerramento. Na prática, existem muitas variações para a reunião de brainstorming. É bastante comum as equipes partirem para a exposição, em voz alta e sem filtro, de “toda ideia que passar pela cabeça” enquanto alguém vai anotando tudo rapidamente. Após uma sessão de brainstorming você deverá sair com uma lista enorme de ideias anotadas, muirtas vezes de forma caótica e desorganizada já que a ideia inicial é "botar tudo pra fora sem filtro". A organização posterior dessas informações facilita a visualização do todo e permite o cruzamento de ideias improváveis e assim, o surgimento de soluções inesperadas e criativas. É esse conceito que torna um mapa mental numa ferramenta poderosa. O que é um mapa mental Essa é uma técnica de estudo criada no final da década de 1960 por Tony Buzan, um consultor inglês. Ela consiste em criar resumos cheios de símbolos, cores, setas e frases de efeito com o objetivo de organizar o conteúdo e facilitar associações entre as informações destacadas. Resumindo: é uma ficha de estudos que te dará uma visão geral do tema, te ajudará a fixar os pontos mais importantes e permitirá que você faça todas as associações possíveis sobre o acontecido. Essa técnica é muito indicada para pessoas que têm facilidade de aprender de forma visual. Logo, você pode perceber como esse recurso se torna um recurso ainda mais poderoso para nós artistas, que já lidamos com imagem (desenho) no dia a dia, Organizando as ideias em um mapa mental Você não precisa seguir uma regra rígida para criar mapa mental , mas existem algumas orientações que podem te guiar nesse processo. 1. Preparativos iniciais Pegue uma folha em branco e vire-a na horizontal. Se preferir, você pode usar um aplicativo próprio para criação de mapas mentais, existem diversos! Coloque o tema do seu resumo no centro desta folha. Pegue a lista de ideias geradas a partir do brainstorm para referência. Busque fazer conexões entre os conceitos anotados, partindo desse elemento central. Use palavras-chave para seu material ficar resumido e objetivo. Você pode agrupar ideias similares espacialmente e puxar setas para representar cada nova associação; 2. Adicione ramificações ao conceito principal Depois de identificar os principais assuntos em seu tópico central, adicione mais ramificações até arranjar uma forma de agrupar todas as ideias e conceitos listados inicialmente. Você pode organizar as informações com os grupos mais importantes posicionadas mais perto da forma do conceito principal, e os detalhes mais específicos posicionados mais distantes. 3. Mantenha organizado Mantenha a organização dentro do seu mapa mental usando cores diferentes para cada nível ou assunto. Esses elementos visuais são exatamente o que ajudam nossos cérebros a entender e memorizar melhor os conceitos, quando comparados a textos. A ideia aqui é facilitar a visão do "todo" e para enxergar novas formas de agrupar ideias e conceitos que antes poderiam passar batido. 3. Explore extensivamente o tema Vamos supor que você quer criar uma série de flashes em Neo Tradicional com referência do Art Nouveau. Você poderia destacar então: conceitos relacionados ao tema, recursos estéticos mais utilizados, tipos de técnicas utilizadas, tipos de ornamentos, tipos de folhas, tipos de flores, principais artistas etc. Não tenha medo de colocar ou tirar informações. Você tem vários elementos para estimular seu cérebro. Dica: você também pode fazer pequenos desenhos na folha ou (se estiver utilizando um aplicativo) adicionar e agrupar imagens de referência, em vez de trabalhar só com texto. Ao final, você terá uma visão muito mais completa daquele "caldo de ideias" inicial e, com sorte, surgirão novas conexões e ideias inusitadas. BRAINSTORM: UM MÉTODO PARA TER IDEIAS https://youtu.be/cxHnllrVJQs ORGANIZANDO AS IDEIAS COM MAPAS MENTAIS https://youtu.be/SKWhbGIcKdQ Esse post foi útil? Deixe um comentário e compartilhe nas suas redes!

  • Agulhas de Tatuagem: O Guia Definitivo

    Se você ainda tem alguma dúvida sobre quais são todos os tipos e variações das agulhas (ou cartuchos) de tatuagem, esse texto é pra você. Eu vou explicar em detalhes as características básicas: espessuras, tipo de ponta, textura, quantidade e configuração e ainda falar das diferenças entre o mercado nacional e internacional. E olha que tem muita variedade: Quer entender tudo isso? Então leia até o final que está recheado de conteúdo. O meu objetivo aqui não é definir a função exata de cada agulha, e sim fazer o tatuador compreender o funcionamento de cada material, para deste modo, poder aplicar da melhor maneira em seu trabalho, conseguindo texturas e acabamentos diferentes de acordo com o seu estilo. Assim como na arte existem diversos tipos de pincéis, na tatuagem existem diversas configurações de agulhas. É importante lembrar de que não existe "certo ou errado" na arte, cada artista se expressa de uma maneira, utilizando técnicas e materiais diferentes. Busque aprender e conhecer o maior número de técnicas e materiais possíveis para ter condições de criar seu próprio estilo de tatuagem. Entenda a função básica de cada característica das agulhas e aplique isso a seu favor. 1. Configuração FORMA E FUNÇÃO DA FERRAMENTA A configuração indica como as agulhas são agrupadas em conjunto na haste. Essa configuração determina a função básica da agulha. Quando popularmente falamos em "tipo da agulha" ou "modelo da agulha", é à sua configuração que nos referimos. As configurações mais comuns das agulhas são: RL = Round Liner - Formação circular onde as pontas das agulhas são apertadas para terminarem em um único ponto. Usadas para traço. RS = Round Shader - Formação circular onde as pontas das agulhas ficam afastadas umas das outras. Usadas para Bold lines ou preenchimento de pequenas áreas. MG = Magnun - Também conhecida como M1. Formação com duas fileiras de agulhas soldadas em uma única haste de forma intercalada. Usada para um preenchimentos e sombras de modo geral. Mas vocês sabiam que existem outros tipos de Liner e de Magnum? Pois é justamente nessa hora que começa a complicar e muita gente se confunde. RLT= Round Liner Tigh - Formação circular onde as pontas das agulhas são mais apertadas do que as RL, quase eliminando o espaço livre entre as pontas. Usada para traços extremamente finos e pontilhismo. HRL = Hollow Round Liner - Formação circular onde as pontas das agulhas são mais afastadas do que as RL, formando um “círculo”, permitindo um melhor fluxo de tinta, garantindo traços mais definidos danificando a pele. Veja o comparativo da distribuição das agulhas na ponta: Agora vamos às variações de Magnum: M2 = Magnum Empilhada - Formação de agulhas onde duas fileiras são sobrepostas uma a outra de maneira mais concentrada que a M1. Usada para um preenchimento mais sólido, é uma agulha que necessita de uma potência maior da máquina para conseguir uma boa aplicação. RM = Round Magnum ou (MC) Curved Magnum ou (SE) Soft Edge - Formação de agulhas igual a M1, porém, as pontas das agulhas são dispostas em formato de semicírculo para se adequar melhor a pele no momento do contato. Utilizadas para transiçãode de cores e sombreados suaves, onde é necessário que o resultado fique homogêneo, pois as agulhas se adaptam ao contorno da pele quando pressionadas no momento da aplicação, evitando que as agulhas laterais tenham um contato maior, deixando a pintura marcada. F = Flat - Formação de agulhas em uma única linha, onde todas as agulhas ficam paralelas entre si. Usadas para sombreamentos bastante suaves ou criação de texturas de pelos e os quando usada lateralmente. 2. Quantidade de Agulhas ÁREA DA PIGMENTAÇÃO A contagem indica o número de agulhas agrupadas na haste ou cartucho. A quantidade de agulhas determina a área e a velocidade do preenchimento, além da intensidade da aplicação de tinta. Uma haste com uma quantidade maior de agulhas permite fazer um preenchimento mais rápido de uma área maior. Estas hastes são muito usadas em sombreamentos de fundos de tatuagens grandes como fechamento de costas. Por terem uma grande quantidade de agulhas aplicando tinta na pele ao mesmo tempo, a pressão que a máquina aplica é distribuída entre todas as pontas das agulhas, resultando numa aplicação um pouco mais fraca e suave. Seu uso também é interessante para quem trabalha com tattoos preto e cinza, já que permitem fazer um controle mais preciso das nuances da sombra aplicada. Por outro lado, uma haste com poucas agulhas tem a força da máquina concentrada sobre uma área menor da pele, isso faz com que elas consigam penetrar com maior facilidade, pigmentando com mais intensidade. Assim, as vezes uma quantidade menor de agulhas aplica a tinta de forma mais concentrada, ao mesmo tempo queu ma haste com uma quantidade maior de agulhas pode produzir um efeito mais suave na pele. É importante lembrar que estamos falando de tamanhos diferentes de agulhas usando a mesma regulagem de máquina para estabelecer um comparativo teórico. Claro que somado à tudo isso, os resultados vão variar de acordo com as particularidades da máquina utilizada: potência do motor, distância do curso, presença de molas para amortecimentos, etc. Na tatuagem existem diversas formas de se chegar ao mesmo resultado, cada artista acostuma-se a regular seu equipamento de uma forma muito pessoal, assim, não podemos dizer que há uma forma certa ou errada de usar cada equipamento. 3. Espessura QUANTIDADE DE DE TINTA "INJETADA" Não confundir com a quantidade de agulhas soldadas na haste. Aqui nós estamos falando da espessura individual de cada uma das pontinhas que vai ser soltada para fazer qualquer que seja o tipo de configuração (RL, MG, RS etc). Hoje no mercado existem cinco espessuras básicas disponíveis, de 0.20mm até 0.40mm, essa descrição vem representada por cinco números, que são respectivamente 6, 8, 10, 12 e 13. Ao olhar para a embalagem da agulha você irá encontrar um código parecido com este 12-05RL, o número 12 no início do código mostra a espessura da agulha, sendo que o mais comum são os tamanhos 10=0.30mm ou 12=0.35mm. É muito importante para um bom tatuador entender o melhor uso para cada uma, desta forma poderá conseguir um melhor resultado em cada trabalho específico, conhecendo as diferentes técnicas de aplicação. Para trabalhos mais delicados por exemplo, agulhas RL com espessura mais finas são ideais, garantindo para traços delicados e rastelados suaves (meno " sharp "). Também lesionam menos a pele do cliente durante a pigmentação. Veja abaixo a diferença de um rastelado ( dotspeed ) com diferentes espessuras. Nas MG a espessura também influencia. Magnuns com espessura mais fina carregam menos tinta e por isso são melhores para sombrear, garantindo um "esfumaçado" mais homogêneo. Já as Magnums com espessura mais grossa pigmentam mais fácil, sendo úteis para preenchimentos sólidos e sem falhas. Extensão da ponta TAPER A extensão do afunilamento da ponta da agulha (taper) determina a forma que a agulha irá penetrar na pele, com maior ou menor agressividade e, consequentemente, isso resultará em um acabamento diferente na tatuagem após cicatrizada. As nomenclaturas para definir as pontas são variadas, a forma mais usada é S=Standard, LT=Long Taper e XL=Extra Long Taper. Agulhas com pontas curtas abrem um orifício maior, injetando mais tinta. São um pouco mais agressivas, mas tem uma aplicação mais rápida, excelentes para fazer bold lines fortes e contínuos, sem precisar repetir o traço. Agulhas com pontas longas abrem orifícios menores. Como seu contato com a pele é feito de forma mais suave, causam uma lesão menor. São muito utilizadas por artistas de realismo que precisam passar várias camadas de tinta sobre a mesma região. Cada fabricante tem sua própria especificação, mas em geral, uma agulha de ponta curta tem um afunilamento de 1,5mm de comprimento, agulhas de ponta longa tem um afunilamento de 2,0mm de comprimento e agulhas de ponta extremamente longas chegam até 7,0mm de comprimento de afunilamento. Existem também pontas texturizadas, que são pouco utilizadas pois causam uma lesão maior durante o movimento de penetração. Tem como principal característica a capacidade de aumentar a aplicação de tinta, uma vez que agarram mais tinta na biqueira e empurram para dentro da pele. No Brasil NOMECLATURA Magnum (M1) = M ou MG Round Magnum (RM) ou Soft Edge (SE) = MG-R ou MR A marca Electric Ink opta por não utilizar todas as nomeclaturas do padrão internacional. Em vez disso, deram "apelidos" diferentes para cada tipo: BLACKCAT Com a ponta Extra Long Taper, essa agulha é indicada para trabalhos pequenos e detalhados como: Fineline, Preto e Cinza/Branco, Realismo Colorido e Neo Tradicional. ⠀ PERFECT Agulha de ponta Standard Taper para trabalhos Old School, Oriental, Tribal e Pintura Sólidas ⠀ PRO NEEDLES Agulha com ponta Long Taper indicada para traços Neo Tradicional, Colorido, Tribal, Oriental e Black Work. ⠀ AGULHAS DE TATUAGEM: GUIA DEFINITIVO https://youtu.be/Col8YDxAOsQ Esse post foi útil? Deixe um comentário e compartilhe nas suas redes!

  • Ser aprendiz em estúdio ou fazer cursos e workshops?

    Como além de produzir conteúdo informativo de graça no YouTube, eu também possuo um curso e workshops pagos, senti necessidade de esclarecer essa questão. Aviso logo que meu objetivo aqui não vai ser vender ou indicar meus cursos. Pelo contrário. Eu quero te mostrar que existem diferentes cenários e situações. Só você vai saber avaliar o que é mais indicado para o seu objetivo. Por isso é importante refletir sobre. E aqui vale dizer que NADA vai substituir a sua experiência na prática. Não adianta assistir cursos online ou receber dicas pessoalmente de um tatuador e não praticar na pele até você realmente se acostumar com aquilo. Bom, a gente sabe que tradicionalmente, a única forma de aprender a tatuar era se tornando aprendiz de um tatuador ou estúdio. Até alguns anos atrás, era muito mais raro ver cursos e workshops. Você simplesmente não tinha essa opção. Então o aspirante a tatuador precisava se virar pra conseguir ser aceito como aprendiz. Esse modelo tem uma grandes vantagem: Você vai vivenciar o dia a dia do trabalho no estúdio. Ao observar de perto tatuadores mais experientes você tem contato com uma série de situações que, se tivesse atendendo em um estúdio particular ou mesmo em casa, dificilmente veria. E eu não falo só de detalhes técnicos de pigmentação, traço etc. Mas de uma série de macetes, problemas e soluções desde o atendimento do cliente, parte administrativa, precauções, preparação dos materiais até realmente a tattoo. Viver esse "laboratório" no estúdio tendo alguém experiente do seu lado que se preocupa em aconselhar, dar os toques necessários e acompanhar sua evolução é a maneira ideal de aprender. Mas a gente sabe que esse modelo também tem alguns problemas. O primeiro deles é a falta de oportunidades. Sempre foi assim, mas acho que hoje está cada vez mais complicado. Isso porque com o crescimento do mercado, tem um numero cada vez maior de aspirantes à tatuadores. É seguro dizer que tem muito mais aspirantes a tatuadores do que estúdios oferecendo vagas de aprendiz. Então muita gente simplesmente não consegue uma oportunidade pra começar numa loja. Ou quando consegue, muitas vezes cai numa outra armadilha clássica: Estúdios que só exploram, mas não ensinam. Quantas vezes a gente não ouve sobre isso? É uma prática comum desse modelo de aprendiz, esperar algo em troca por parte do novato: O estúdio deixa você ficar lá aprendendo, o tatuador experiente te ensina e em troca você ajuda o estúdio de várias formas, como um "estagiário" mesmo. Pode ser na limpeza, no atendimento, na organização dos materiais, preparação da bancada, etc. Tem muitas formas de ajudar. Só que acontece muito do estúdio só explorar o aprendiz, mas ninguém ter boa vontade de realmente te ajudar a crescer. Aqui cabe um alerta: quem tem aprendiz é TATUADOR, e não estúdio. Do que adianta o dono do estúdio te colocar de aprendiz se nenhum tatuador da equipe está disposto a te "pega pra criar"? Dessa forma, o melhor que você faz nesse caso é conversar previamente com maturidade para alinhas as expectativas e responsabilidades de ambas as partes. Se disponha ajudar, mas estabeleça um acordo. Quem vai ficar responsável por acompanhar seu desenvolvimento? Cobre dessa pessoa, assim como é cobrado de você que ajude na loja. Se não está rolando, caia fora e procure outra pessoa mais disposta. Bom, essas são as vantagens e desvantagens do modelo tradicional de aprendizado. Mas como eu disse, tem muito mais demanda de aprendizes do que ofertas de estúdios e tatuadores interessados em fazer essa troca justa. Por causa dessa demanda, de uns anos pra cá tem surgido cada vez mais cursos e workshops no mercado. Aqui a gente entra em duas outras questões: a diferença entre curso e workshop e a diferença entre ser presencial ou à distância (por vídeo, online). Só para ficarmos na mesma página: quando eu falo de curso eu estou falando de um currículo que foi desenvolvido pra te levar do ponto A ao ponto B. Não vai ser algo que você vai completar em um dia e muito menos algo que você vai concluir somente assistindo, sem botar a mão na massa. Um curso deve te propor exercícios pra que você pratique o que está sendo ensinado e idealmente deve ter um acompanhamento individual. Dessa forma, se a sua intensão é APRENDER A TATUAR, é muito mais indicado que seja através de um curso presencial. Assim você terá o acompanhamento de alguém experiente para te mostrar a forma correta como se estivesse de aprendiz em um estúdio (só que você vai estar pagando por esse ensino em vez de trocar por ajudar na loja). É por isso que eu não tenho um curso online do tipo "aprenda a tatuar". Agora, claro que nem todo mundo vai ter um curso presencial na sua cidade. E mesmo que tenha, nem todos os cursos vão ser bons. Eu não tenho como indicar porque não conheço os cursos que tem por ai. Cabe a você fazer a sua pesquisa. O importante é entender que existe MUITA variedade. Cada curso vai ter um objetivo, uma proposta. Cada tatuador (profesor) vai ter um maneira de ensinar. A maior vantagem do online é o acesso. Ele democratiza o aprendizado. Muita gente que não conseguiu uma oportunidade em um estúdio e não tem um curso presencial perto, vai poder estudar. O importante é procurar um que seja sério, que não queira só o seu dinheiro. Por exemplo, eu tenho um curso chamado chamado Academia do Tatuador Autoral. Nele, meu objetivo é passar TEORIA DE DESENHO voltada para tatuadores que queiram adquirir mais conhecimento teórico e em seguida botar em prática através de exercícios. Sabendo das limitações que um curso a distancia tem, eu procurei justamente criar uma metodologia onde o aluno possa conduzir seus próprios treinos e estudos. Por isso mesmo eu faço questão de enfatizar que esse NÃO é um curso que vai ensinar o aluno a usar a máquina, pigmentar na pele etc. Inclusive a teoria para essa parte básica você encontra no meu canal do YouTube em diversos vídeos e DE GRAÇA. Eu recebo diversas mensagens de tatuadores que dizem que aprenderam assistindo os vídeos aqui do canal. Esses tatuadores muitas vezes não tiveram quem chegasse junto e ensinasse, por isso o conteúdo digital democratiza o acesso. O que fica faltando, é essa questão do acompanhamento individual. Sem ele você pode chegar lá se estudar e treinar sozinho, mas vai bater um pouco mais com a cabeça na parede. Mas não desanima, é possível! Eu já recebi diversos relatos super legais de tatuadores que disseram ter aprendido a tatuar somente com as dicas dos meus vídeos. Já workshops em geral são conteúdos mais expositivos, onde o tatuador ou artista vai te MOSTRAR o processo dele em detalhes, explicar como faz e porque. Por isso são muito úteis para você se ESPECIALIZAR. Conhecer as particularidades de um artista que trabalha com um estilo que te interessa. Aprender diferentes técnicas, ver diferentes formas de trabalhar. É muito válido pra ampliar sua experiência. Mas como é expositivo, o ideal é que você já tenha uma base para poder tirar algo dali. Nesse caso eu acho que faz até menos diferença ser presencial ou online, desde que o material te permita ver de perto tudo que está sendo feito e o tatuador explique o passo a passo direitinho. Eu por exemplo tenho 5 workshops diferentes. Neles eu mostro meu processo de criação de uma arte e de aplicação na pele na íntegra, e explico o passo a passo, tudo que estou fazendo. Pra concluir, a moral desse texto é que só você pode decidir o que é mais adequaado para você. Espero ter ajudado a escolher qual desses caminhos atende mais as suas necessidades individuais de aprendizado. Uma última dica: se você quer AUMENTAR MUITO suas chances de ser aceito em um estúdio, assista esse vídeo aqui: https://youtu.be/E6FH3GVqzKM SER APRENDIZ EM ESTÚDIO OU FAZER CURSOS E WORKSHOPS? https://youtu.be/JkoKtFBsffI Esse post foi útil? Deixe um comentário e compartilhe nas suas redes!

  • Melhor agulha para o bold: Bucha (RS) ou Liner (RL)?

    Eu sei que isso gera uma certa confusão em tatuadores iniciantes e aprendizes, então resolvi compartilhar um pouco da minha experiência sobre o assunto. Para começar, acho importante pontuar que eu uso ambas, a depender da necessidade. Agulhas são ferramentas para alcançar determinado objetivo. E as vezes podemos alcançar o mesmo resultado de diferentes formas. A gente desenvolve preferência pelas que atendem melhor nossas necessidades. Nos meus primeiros anos como tatuador, eu usava muito uma liner 11 (12-11 RL) para os bolds, porque ela me garantia a espessura que eu julgava adequada pra maioria dos trabalhos que realizava naquela época. Em sua maioria, eram flashes de médio porte. Hoje, olhando em retrospecto, sinto que faltava presença em muitos contornos. Atualmente, a escala da maioria dos meus trabalhos aumentou. Trabalho agora com peças maiores, integradas à anatomia do corpo. Quando eu faço um fechamento ou uma peça que ocupe toda uma área, é bem comum eu usar uma bucha de 14 (12-14 RS). Muitas vezes, inclusive, acabo "esculpindo" o traço: duplicando ou mesmo triplicando a espessura da agulha. Com isso, você já pode perceber que não existe uma regra. Por isso, o melhor é entender as diferenças de fazer o bold com cada tipo de agulha. Conhecer as vantagens e desvantagens de cada ferramenta para que você possa escolher com base na sua necessidade ou na sua preferência, tomando as decisões caso a caso. Liner (RL) A gente sabe que a ponta da liner é mais fechada. Por isso a aplicação de bold com uma agulha dessas tem um pouco mais de precisão. Isso faz diferença especialmente na hora de continuar um traço (emendas) ou fazer os "cantinhos" do contorno. Como a ponta é mais fina do que o corpo você consegue fazer a entrada no movimento pendular com mais facilidade, sem deixar marca de emenda. A liner ambém facilita muito para "manobrar" a linha. Fazer curvas, engrossar e afinar e alcançar "cantinhos" muito fechados. É mais fácil por exemplo de fazer uma "ponta" juntando duas linhas. Coisa que na bucha , (por ter uma ponta mais aberta), não é tão símples. Usando a bucha quando chega nesses cantinhos, acaba sendo necessário trocar por uma liner mais fina pra "desenhar" o triângulo da ponta. Já uma das desvantagens da liner é ter um limite de espessura menor. Ou seja. Se você precisa de um bold muito grosso, não vai ter agulha que faça. A partir de uma determinada escala, você precisa mesmo fazer com a bucha . Por exemplo em fechamentos muito grandes. Outra desvantagem da liner é a facilidade de estourar o traço ao inclinar. Como você tem facilidade de manobrar, precisa ter mais cuidado com o "ângulo de entrada". Caso contrário, pode acabar injetando tinta fora da "linha do estêncil" e deixando aquela famosa mancha azulada/esverdeada por baixo da pele, ao lado da linha. Vou deixar aqui um link pra um vídeo que eu dou várias dicas de como evitar traço estourado: https://youtu.be/bGhvgFYLapI Bucha (RS) O pessoal do Tradicional (Old School) costuma usar muito ela. Se a sua intenção estética é ter aquela famosa "linha bem quadrada", bem larga e uniforme, ela é mais indicada. Como a ponta é mais "aberta", ela concentra menos a tinta, aplicando de forma mais "blocada" (espalhada). Isso faz com que seja muito mais fácil manter uma espessura larga e constante na linha. Também pelo fato de ser mais aberta, a pele oferece menos resistência e isso tende a facilitar pigmentação. Hoje eu sinto que traço os bolds com bucha com uma agilidade maior que com a liner . Mas ao mesmo tempo que é mais fácil aplicar, é mais difícil manobrar e fazer detalhes muito pequenos, correndo mais risco de "juntar" linhas muito próximas. Diferente da liner , com a bucha você não consegue fazer quinas fininhas e fechadas. A bucha também vai te exigir muito mais atenção nas emendas ou mesmo nas curvas, porque tem muito mais risco de "borrar" o traço. Como as pontas são abertas, se você não tiver com ângulo de aplicação muito reto e pigmentar com velocidade bem uniforme e pressão constante, a linha fica serrilhada. E como ja é uma linha já bem grossa, fica aparente. Aí, pra disfarçar, você precisa engrossar mais ainda toda a linha e fica super grosseiro. Quem nunca passou por isso? Por último, a opção intermediária: A famosa Liner "isqueirada". Esse é um daqueles "macetes" que a galera das antigas costuma fazer: passar rapidamente a base da solda das agulhas na chama do isqueiro. O calor vai dar uma pequena "dilatada" na região. Se for feito corretamente, o resultado é uma ponta que vai ser o meio do caminho entre uma liner fechada e uma bucha muito aberta. Uma liner "semi aberta", por assim dizer. Nesse caso, você acaba tendo características das duas. Muita gente vê vantagem justamente por causa disso. É importante observar que é um meio do caminho mesmo. Você vai ter as vantagens e desvantagens das duas com menos amplitude: Vai poder manobrar um pouco, mas nem tanto quanto a liner. Vai poder blocar mais, mas nem tanto quanto a bucha. No fim, não tem certo ou errado. São ferramentas com diferentes características para diferentes finalidades. As vezes você pode inclusive alcançar o mesmo resultado com mais de uma agulha e aí, acaba sendo mesmo uma questão de gosto ou costume. As vezes não. Por isso é importante que você conheça bem as particularidades de cada uma para escolher conscientemente a que melhor te atende pra cada situação. BOLD COM BUCHA OU LINER? https://youtu.be/3HgZb7gpGqY Esse post foi útil? Deixe um comentário e compartilhe nas suas redes!

  • Como atrair clientes interessados no seu estilo de tatuagem autoral?

    Muitos aprendizes ou mesmo profissionais que trabalham com tatuagem comercial me procuram com a mesma dificuldade: querem atuar com maior foco nas suas criações autorais, mas sentem que há pouca procura. Para aqueles que já atuam na área, existe uma frustração extra na constatação de que seus clientes comerciais não se interessam quando postam artes autorais ou propõem uma abordagem mais artística em vez de só “reproduzir a referência”. Para os que estão começando agora, a dificuldade está em conseguir clientes que confiem na sua capacidade artística. Mas uma coisa é comum a todos: a necessidade de pagar as contas no fim do mês. E por esse motivo, a maioria acaba presa nesse ciclo vicioso de fazer tudo que o cliente pede, sem conseguir emplacar tantas artes originais. Se você também se encontra nessa situação, me permita fazer a mesma provocação que costumo fazer sempre que trazem essa questão: Quantas tatuagens autorais você precisa no seu portfólio para renovar totalmente sua apresentação perante seu público? Considerando o feed do Instagram como veículo mais comum para portfólio hoje em dia… Cada linha do feed tem 3 colunas, certo? Ora, então com 3 ou 4 linhas de feed (9 ou 12 fotos) você já mudou totalmente a “primeira página” do seu portfólio: Parece muito? Bom, se você ficar sentado esperando que surjam clientes magicamente te pedindo várias artes autorais, vai ser mesmo complicado. Afinal ou você já tem um público muito comercial, que não é o mesmo perfil que vai se interessar por um trabalho com mais valor artístico, ou você está começando agora e simplesmente não tem muito público. Seja como for, você vai precisar atrair esse perfil específico de público e para isso, precisa mostrar do que é capaz. Parece um paradoxo, né? Mas me responda: você tem tempo na sua semana para criar uma (pelo menos umazinha) arte autoral que reflita seu potencial artístico e técnico e mandar pra pele? Bom, se sua agenda não está lotada, há de se supor que terá tempo para pelo menos uma dessa. “Ah, mas ninguém me procurou essa semana para fazer um trabalho legal” “Postei uma arte autoral, mas não saiu” Eis o equívoco, Padawan. Nessa etapa inicial da trajetória, você não pode se dar ao luxo de esperar. Você precisa botar sua arte na rua. Se ninguém te procurou para fazer uma arte autoral em troca de dinheiro, faça por você. Faça porque você quer treinar, porque quer fazer portfolio. Nem que você precise dar de presente uma tattoo autoral por semana (de graça mesmo, ou a preço de custo do material). Calma, não estou dizendo para você postar publicamente que está tatuando de graça. Mas você certamente tem aqueles amigos mais próximos, parentes ou mesmo clientes que sempre te dão moral e vão ficar felizes em ganhar um presente desses. Vai por mim: falou em tatuagem de graça (ou a preço de custo), a galera quer. Chama no canto, apresenta sua ideia ou a arte pronta, diz que quer muito mandar pra pele pra colocar no portfólio e TATUA. Se você fizer UMA tatuagem autoral por semana que reflita o máximo do seu potencial técnico e artístico no presente momento, em 12 semanas (3 meses) você terá um feed inteiramente renovado. Em 6 meses, além de uma puta experiência, já serão 24 artes autorais no seu portfólio. Pensa nisso: com alguma disciplina, em meio ano você já consegue arquivar todos aqueles trabalhos comerciais que não dão muito orgulho e renovar totalmente sua apresentação, apontando na direção do público que você quer realmente atingir. E esse público, quando ocasionalmente tropeçar no seu perfil, vai se interessar e ficar, porque verá trabalhos interessantes e não um monte de “infinito” e “nomezinho”. A DICA DE OURO PARA EMPLACAR AUTORAIS https://youtu.be/V2Go1avrPMc Esse post foi útil? Deixe um comentário e compartilhe nas suas redes!

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